terça-feira, 12 de março de 2013

Site americano indica 8 receitas
para um jantar brasileiro.. bem mesclado...
O que você acha das escolhas deles ?
(Do Site The Kitchn)



O Brasil  está definitivamente no topo da lista de lugares que todos gostariam de visitar - de preferência o mais rápido possível. Até que isso aconteça, vamos colocar um samba para tocar, convidar alguns amigos para umas caipirinhas, e servir alguns pratos  brasileiros excelentes.

1. Moqueca de Peixe - O leite de coco faz esta "sopa encorpada" de peixe uma refeição completa.

2. Bolinhos de Bacalhau  - Se você ainda não experimentou bolinhos de bacalhau fritos antes, você definitivamente precisa fazê-lo em breve.

3. Feijoada  - Esta mistura de  feijão preto e carnes é para o Brasil como a Paella é para a Espanha ou Cassoulet é para a França. Cada região tem uma variação ligeiramente diferente mas eles são todos muito bons.

4. Bobó de camarão  - Sirva este prato rico e cremoso sobre um Acaçá (espécie de pudim de farinha de arroz da culinária baiana-cozinha dos orixás).

5. Pão de Queijo  - Estas "almofadas" de queijo são uma mistura entre um pão de minuto e uma gougeres (espécie de carolina salgada que pode ser recheada). Insanamente bom.

6. Brigadeiros  - Semelhante às trufas, essas bolas cremosas de chocolate são ainda mais viciantes porque são feitas com leite condensado.

7. Pudim de Laranja - A versão brasileira do flan, saborizado com suco de laranja.

8. Caipirinha clássica - Este coquetel brasileiro pode lembrar um mojito-esque (sem água com gás)  é feito com cachaça (destilado brasileiro feito de cana-de-açúcar).

sábado, 9 de março de 2013


Gastronomia no Pará



       Considerada uma das culinárias mais brasileiras do País, a gastronomia do Pará tem  a cultura indígena como sua maior influência, mas também carrega consigo traços portugueses e africanos. Os elementos encontrados na região da Amazônica formam a base de seus pratos, com o acréscimo do camarão, caranguejo, pato e dos peixes, todos temperados com folhas e frutas nativas. Destacam-se: açaí, bacaba, cupuaçu, castanha-do-pará, bacuri, pupunha, tucumã, muruci, piquiá e taperebá –, pimentas de cheiro e ervas. 

      Os mais tradicionais são cozidos em panelas de barro ou assados em moquéns e embebidos de tucupi, caldo amarelo extraído da mandioca. Aliás, a raiz é uma das bases da culinária paraense, e sua farinha não pode faltar nos pratos locais. Apresento o que considero os destaques da nossa cozinha. Os pratos principais, peixes, pratos menos conhecidos e  frutas. A maioria podem ser encontrados nos restaurantes. Alguns são de época ou só feitos em casa.

Pato no tucupi
Constituído de pato, tucupi e jambu. O tucupi é um caldo amarelo extraído da mandioca brava e por isso precisa ser cozido durante uma semana. O pato, depois de assado, é cortado em pedaços e fervido no tucupi, onde fica de molho por algum tempo. O jambu é fervido em água com sal, escorrido e posto sobre o pato. É servido com arroz branco, farinha de mandioca e pimenta de cheiro.

Maniçoba
Do tupi Maní, deusa da mandioca. Usa-se tipicamente uma panela de barro ou de porcelana. O prato demora pelo menos uma semana para ser feito, pois a folha da maniva (a planta da mandioca), depois de moída, deve ser cozida durante, pelo menos, quatro dias com a intenção de eliminar o ácido cianídrico que contém. Depois disso é acrescentado o charque, toucinho, bucho, mocotó, orelha, pé e costelas salgadas de porco, chouriço, linguiça e paio, praticamente os mesmos ingredientes de uma feijoada completa. É servido com arroz branco, farinha d’água e pimenta de cheiro a gosto.

Caruru
Feito com quiabo, camarões secos e inteiros, tempero verde (alfavaca e chicória), farinha seca bem fina e azeite de dendê. Após fervidos o quiabo, o tempero verde e os camarões na água, acrescenta-se a farinha e faze-se um pirão. Estando pronto o pirão, adicionam-se os quiabos bem escorridos, o camarão já refogado com todos os temperos e, por último, o azeite de dendê.

 Vatapá
O vatapá paraense não leva peixe, nem amendoim, nem castanha-de-caju. Ao caldo da cozedura das cabeças e das cascas de camarão salgado perfumado com alfavaca, chicória, alhos e cheiro verde, adiciona-se farinha de trigo e/ou de arroz, obtendo-se um mingau. Acrescenta-se o leite de coco puro, camarões já fervidos e azeite de dendê em pequena quantidade.

Tacacá
É uma comida regional muito diferente, preparada com o tucupi (caldo da mandioca, previamente fervido com alho e chicória), goma (mingau feito com uma massa fina e branca, resultado da lavagem da mandioca ralada) e jambu (planta considerada afrodisíaca). O tacacá é servido em cuias, acompanhado ou não com molho de pimenta-de-cheiro, e é encontrado geralmente nas esquinas de Belém, em barracas das famosas “tacacazeiras”. É um prato originário dos índios.

Arroz paraense
Preparado com caldo de tucupi, jambu, camarão seco, pimenta de cheiro, chicória regional, coentro.

Peixes
Caldeirada de Filhote, Pirarucu de casaca, Tucunaré na manteiga, Tambaqui assado, Costeleta de Tambaqui, Dourada frita, Peixe no Tucupi, Moqueca de arraia, Peixe no escabeche, Tamuatá no Tucupi, Peixe assado na folha da bananeira. Outros peixes: Pescada branca, Pirarucu, Pescada amarela, Surubim, Acari, Gurijuba, Xareu, Curimatã, Piramutaba, Traíra, Tainha… Vejam no Mercado de Peixe do Ver-o-Peso.

Outros
Bolinho de Piracuí  Casquinho de Caranguejo, Caranguejo ao Toc-Toc, Casquinho de Muçuã, Sopa de caranguejo, Sopa de Aviú, Cramusquim (macarrão com molho de camarão e creme de leite), Pimenta de cheiro, Manicuera, Frito do Vaqueiro, Filé marajoara, Queijo do Marajó, Mingau de açaí,  Sururu (tipo de ostra), Tapioquinha, Mingau de banana, Paca guisada, Tartaruga no casco, Jabuti assado, Pirarucu defumado.

 Chibé
Vocábulo tupi, composto de Che – eu, meu – e Ibe ou Tibe- caldo. É considerada a mais paraense de todas as comidas. Uma bebida com um gosto levemente acidulado. Leva farinha de mandioca e água.

Mujica
É um prato cremoso que pode ser feito de farinha de peixe conhecida como piracuí, massa de siri ou caranguejo.

Doces
As sobremesas paraenses são ricas em frutas, principalmente vindas da Amazônia, licores e sorvetes (Não deixe de fazer uma excursão à uma sorveteria). Os principais frutos que marcam a culinária regional são: açaí (experimente na cuia), cupuaçu, pupunha, castanha do Pará, guaraná e a manga. Há também outras frutas regionais de sabor peculiar, tais como bacuri, taperebá, jaca, muruci, sapotilha, uxi, entre outras. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

San Francisco tem um festival
de comida de rua exclusivamente
para aproximar público e gastronomia


A cidade de São Francisco na Califórnia é tida como uma das progressistas e multiculturais dos Estados Unidos. É lá onde diversas etnias, culturas e formações coexistem de forma deliberadamente livre e criativa.

Por isso cinema, artes e músicas são fortes lá. Mas nem só elas. Também a gastronomia é forte, cheia de chefs inventivos e querendo mostrar ao mundo o que sabem e o que podem inventar.

A prefeitura da cidade cedeu então espaço para diversos chefs conhecidos ou anônimos terem sua banquinha e venderem suas especialidades. Fez tanto sucesso ao ponto de moradores das cidades vizinhas fazerem deste passeio um programa familiar de final de semana.

Mas quem mais frequenta mesmo são os universitários, as figuras descoladas e cosmopolitas típicas de San Francisco, aproveitando os baixos preços para consumires diferenciadas criações gastronômicas.
Finger Food Friday
Um hábito cada vez maior
em Nova Iorque


          Nova Iorque já é a cidade do mundo com maior número de restaurantes de alta gastronomia e a de maior público de frequência noturna nestes estabelecimentos. Agora está ganhando um novo hábito, o finger food às sextas.

          Trata-se de uma iniciativa que pegou por parte de algumas casas. Percebendo que a sexta feira final do dia já é o início do final de semana muitos jovens executivos saem direto do trabalho e estendem noite a dentro em rodas de conversas.

         Porém para ficar entre amigos e falar nem sempre combina estar comendo pratos principais mais pesados que inclusive requerem atenção na hora de manipular. Por isso a solução  pensada pelos chefs foi introduzir o sistema de pequenas porções, chamado genericamente de finger foods, independente de comer com as mãos ou não.

          A facilidade é a sensação de estar petiscando, de fazer uma sequência de sabores diferentes que despertam o paladar sem que isso atrapalhe o bate papo.

           O certo é: pegou, o público aceitou, adorou, gosta da apresentação gastronômica e valoriza a técnica do chef. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Paraty no Rio de Janeiro oferece 
turismo histórico e também 
turismo gastronômico

Paraty apesar de pequena é uma cidade internacional. A conservação do seu patrimônio histórico no centrinho e nas paisagens torna o local um exuberante ponto turístico frequentado por viajantes internacionais.
Diversos inclusive ao ficarem maravilhados com o lugar, optaram por ficar e de acordo com sua nacionalidade influenciaram na culinária local.

Hoje vamos dar 3 dicas de restaurantes com uma identidade própria e que merecem o respeito de quem procura uma refeição inspirada.


KONTIKI

Este restaurante fica em uma ilha.. O restaurante é a ilha, a ilha é o restaurante. A sensação de isolamento - porém chega-se com 10 minutos em barco que sai do cais da cidade - permite realmente o público ter exclusividade e privacidade. 
As condições permitem concentração total na comida e saborear a linha gastronômica da casa que são frutos do mar.  O prato mais pedido é a "Paella Marinheira"

www.ilhakomkiti.com.br



BANANA DA TERRA

Este é um ancoradouro da gastronomia caiçara. 
Com peixes locais e ingredientes todos da região, de princípios nativos, 
faz na cozinha uma fusão de alimentos simples com apresentação "avant-garde",
deixando aquela impressão que nada poderia ser mais simples, mas ao mesmo tempo nada poderia ser tão historicamente internacional e cosmopolita.

www.restaurantebananadaterra.com.br


RESTAURANTE PIPPO

O restaurante é estabelecido dentro da Pousada do Sandy, em um prédio feito na
época quando os maçons administravam a cidade, tida como entreposto estratégico de comércio através dos mares.
Por ali circulam artistas, escritores e celebridades tão comumente presentes em Paraty. E o Pippo oferece um toque de requinte e criatividade em frutos do mar, pratos italianos e espanhóis, 
com técnicas gastronômicas da vanguarda européia. 

www.pousadadosandi.com.br/pippo

São muitas outras opções na cidade, inclusive aqueles restaurantes pequenos de beira de praia e isolados, que fazem pratos que tiram o máximo do mínimo. 
Sempre vale à pena.




quarta-feira, 6 de março de 2013

Restaurantes de Curitiba instituíram
o dia da comida sem imposto


     Restaurantes curitibanos de alta gastronomia e a Abrasel (Associação dos Bares e Restaurantes do Paraná ) instituíram pela décima vez anualmente o DIA DE COMIDA SEM IMPOSTO.

     Ação envolve mais de 20 estabelecimentos e tem a proposta de durante um dia inteiro dar o desconto na soma da conta do cliente dos impostos embutidos no preço final. A idéia pedagógica e de marketing é mostrar ao público como o valor pago está absurdamente encarecido pelas altas taxas tributárias pagas pelos alimentos no Brasil e como são elevadas as taxas públicas para manter a casa aberta.

     Essa iniciativa coletiva revela-se agora mais propícia ainda, em um momento onde o Real está caro e a conta de alguns restaurantes especializados é comparada como mais cara do que restaurantes novaiorquinos. 

     Curitiba tem uma gastronomia diversificada em uma cidade onde o público adora comer. Formada com grande influência ucraniana e polonesa, a cidade vê na comida o ato de reunir amigos, familiares e rodas de conversa. 

     Muitos restaurantes de grande técnica e inventividade mostram um trabalho contemporâneo e moderno.  Veja fotos de alguns pratos feitos na capital do Paraná por chefs locais:










terça-feira, 5 de março de 2013

O pirarucu é um peixe brasileiro
com muitas possibilidades
na cozinha


     Após uma exponencial expansão na industrialização de frangos no país como a construção de marcas de grande porte como Perdigão, Sadia, Chapecó, Big Frango e outras mais, chegou a hora dos investimentos apontarem um rumo novo que é a exploração das chamadas fronteiras da piscicultura brasileira.

     O Brasil é o país com a maior bacia hidrográfica do Planeta e até então o máximo de negócios em sério feitos foram pequenas criações de trutas, a de camarões ( especialmente pela rede Vivenda do Camarão) e um pouco de rãs para exportação.

     Mas este panorama vem mudando. Os investidores perceberam o potencial culinário dos peixes de água doce brasileiros e o quanto podem ser bem comercializados quando em associação com a fama da Amazônia.

     Hoje grandes áreas de cultivo foram estabelecidas no Amazonas, Pará, Goiás e Mato Grosso. As principais espécimes procriadas são o pacu e o pirarucu. Ambos tem grande atratividade e são pescados em comunhão com comunidades ribeirinhas respeitando diversas regras de sustentabilidade e preservação.

     O pirarucu especialmente vem sendo colocado em mercados de todas capitais e mandado ao exterior. Com sua gordura natural consegue ter um resultado ligeiramente úmido mesmo quando grelhado, o que dá grande sabor e imersão nos temperos. É um peixe de grande porte - alguns chegam a atingir 3  metros - e grande aproveitamento.

     Nas regiões do norte é um prato especial, muito apreciado e considerado. Chega aos poucos aos restaurantes do sudeste, apesar da preferência e costume dos frequentadores destes estabelecimentos pelos peixes do mar. Mas é uma questão de tempo absorver estas novas possibilidades.

     Na cozinha pode ser grelhado, assado, por inteiro ou em postas.. indo bem com diversos acompanhamentos.